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Vasco pede autorização à Justiça para iniciar operação de revenda da SAF

Gestão
7 de ago. de 2026há cerca de 2 horas

O Vasco ingressou na Justiça com um pedido para autorização da operação de UPI Equity envolvendo sua SAF — o processo de revenda, na prática. A operação, caso autorizada, abre concorrência entre investidores interessados, com a Almirante Participações, do empresário Marcos Lamacchia, na condição de stalking horse. Ou seja, o acordo de investimento entre o Vasco e a Almirante determina as condições básicas do processo, as quais as demais interessadas devem seguir.

A Almirante teria o "right to match", direito de cobrir eventuais propostas superiores. As bases definidas na negociação com a Almirante envolvem um aporte total de R$ 500 milhões no futebol, garantia de pagamento de dívidas e obrigações da recuperação judicial, receitas que cubram as despesas por cinco anos, garantia de investimentos de R$ 120 milhões no centro de treinamento do clube, veto a revenda de ações por 10 anos, entre outras.

No documento, o cruz-maltino alega que a negociação com a Almirante já foi amplamente desenvolvida e que a abertura a novos investidores é pública para o mercado. Também sustenta que a formação de uma nova SAF não alienará as ações da 777 Carioca ou antecipará questões envolvidas entre as partes na disputa societária.

Outro argumento do Vasco é a necessidade de liquidez e de rápida chegada de investimentos, citando a revenda como mecanismo previsto no plano de recuperação judicial. O clube ressalta ainda a atual janela de transferências como referência para a conclusão da operação, o que permitiria melhor desempenho esportivo e reduziria risco de possível queda de receitas num eventual rebaixamento, que comprometeria finanças e afetaria a execução do plano de recuperação.

Veja o que seriam as condições básicas da concorrência, já acertadas no acordo de investimento entre Vasco e Almirante (Lamacchia):

  • Aporte total de R$ 500 milhões no futebol

  • Conversão do empréstimo DIP de R$ 80 milhões em crédito e ações em nome da futura investidora

  • Pagamento de dívidas e obrigações do plano de recuperação judicial

  • Receita operacional cobrindo a despesa por cinco anos

  • Garantir nvestimento de R$ 120 milhões no centro de treinamentos do time profissional ao longo de 10 anos e de R$ 30 milhões na infraestrutura da base em dois anos

  • Tomar medidas com o objetivo de captar R$ 150 milhões em incentivo fiscal ao longo de 10 anos

  • Aportes adicionais em caso de descumprimento de obrigações envolvendo recuperação judicial, fluxo de caixa e infraestrutura

  • Veto a distribuição de dividendos e revenda de ações por 10 anos

  • Direito ao uso de São Januário com prioridade e exclusividade até 2030 sob o custo de R$ 3 milhões anuais, reduzido para R$ 2 milhões em caso de reforma

  • Fonte: Blog do Diogo Dantas - O Globo