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Vasco é o clube da Série A com menos lesões em 2026

Profissional
•1 de out. de 2026•há cerca de 1 hora

Durante a pausa do calendário para a Data Fifa, os clubes da Série A tentam esvaziar o departamento médico para retomar o campeonato com força máxima. Quais times mais sofreram com lesões até aqui? Foram 600 baixas registradas na temporada, somadas todas as equipes.

Corinthians e Santos lideram o ranking de 2026, com 41 casos cada. Os dois perderam jogadores importantes em momentos decisivos. O caso mais claro é o de Yuri Alberto, artilheiro do Timão no ano, com oito gols. O centroavante está afastado há mais de um mês e já desfalcou a equipe em 18 partidas oficiais por lesão.

No Santos, Vini Lira, Gabriel Menino e Gustavo Henrique foram os que mais perderam jogos oficiais. Neymar, principal nome do elenco, passa por rigoroso controle de carga e já foi poupado em oito partidas em 2026. O camisa 10 se lesionou duas vezes: teve um edema muscular na panturrilha direita em maio, antes da Copa do Mundo, e uma lesão de grau 2 no reto femoral da coxa direita, que o mantém fora desde o início de setembro.

Lanterna do Brasileirão, a Chapecoense completa o pódio dos times da Série A com mais lesões em 2026. O Verdão do Oeste registrou 40 casos na temporada e chegou a ter 10 jogadores no departamento médico ao mesmo tempo em três momentos.

O ponto mais preocupante para o time catarinense são as lesões graves. A Chapecoense registrou oito casos cirúrgicos na temporada, o maior número entre os clubes da Série A em 2026. Corinthians, São Paulo e Vitória aparecem em seguida, com seis cada.

Confira o ranking completo dos clubes da Série A com mais baixas médicas no ano:

Se Corinthians e Santos lideram o ranking de lesões, terminar na última posição é bom sinal. Quanto menos baixas, mais opções a comissão técnica tem a cada jogo. Com poucos desfalques também em 2025, o Vasco é o clube com menos casos nesta temporada: 15 em 54 partidas.

O mais grave é o do atacante Brenner, que trata uma lesão ligamentar no pé esquerdo desde o início de agosto. Ele é quem mais desfalcou o Cruz-Maltino em 2026, com 15 partidas perdidas por lesão. Cuiabano vem logo atrás, com 13.

Outro clube com poucas baixas no ano, o Bahia teve o desfalque de 14 jogadores por lesão em ao menos uma partida em 2026. O atacante Ruan Pablo é quem mais ficou fora: 27 jogos. Léo Vieira, contratado após se destacar na Chapecoense, está parado desde o fim de maio. O goleiro foi operado depois de romper por completo o tendão patelar do joelho direito.

Jogos perdidos por lesão

O zagueiro Edu, do Vitória, passou por duas lesões em 2026 e está parado desde o início de março, por causa de uma ruptura do tendão de Aquiles da perna esquerda. Ele desfalcou a equipe em 47 dos 55 jogos rubro-negros no ano, o equivalente a 85% das partidas.

Com apenas duas ausências a menos, outro jogador do Vitória aparece no ranking. O volante Dudu passou por uma operação na coluna por causa de uma espondilolistese (escorregamento da quinta vértebra lombar sobre a primeira sacral) e não joga desde 17 de fevereiro.

Em terceiro está o meia Robert, da Chapecoense. Ele rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo em fevereiro e segue afastado desde então. Veja abaixo os 10 jogadores que mais perderam jogos por lesão no ano:

O ranking acima considera apenas lesões sofridas a partir de 1º de janeiro de 2026. Quem se machucou antes e seguiu afastado não entra na lista. É o caso do meia Gustavo Gomes, do Athletico-PR. Revelado na base do Furacão, o jogador de 18 anos rompeu o ligamento cruzado anterior (LCA) em setembro de 2025. Um ano depois, sofreu a mesma lesão e foi operado de novo. Gustavo não entrou em campo em nenhuma partida do clube no ano, mas não aparece no ranking porque está afastado desde 2025.

* Colaboraram: Davi Barros, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, José Victor Meirinho, Leandro Silva, Lorrayne Vieira e Valmir Storti.

As informações levantadas para esta pesquisa foram retiradas nos sites oficiais de cada um dos 20 times que disputaram a Série A em 2026, além do apurado pelos setoristas do ge no dia a dia dos clubes.

Critérios e metodologia

O recorte temporal deste levantamento foi de 1º de janeiro de 2026 até a data da publicação desta matéria: 1º de outubro de 2026. Todas as baixas médicas sofridas pelos jogadores fora desse universo temporal não entraram na pesquisa.

O critério para inclusão de um atleta no levantamento foi o veto pelo departamento médico de pelo menos uma partida por motivo clínico. Todos os problemas médicos que impediram a escalação do jogador na equipe para a partida seguinte foram computados no levantamento.

Jogadores poupados e com desgaste físico não entraram na conta assim como problemas fisiológicos e casos de covid.

Fonte: ge