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Léo Jardim é o 2º goleiro com mais minutos de atendimento médico no Brasileiro 2025; veja ranking

Profissional
28 de jul. de 2025há 7 meses

Léo Jardim é expulso após receber o segundo amarelo por cera em Internacional 1 x 1 Vasco

Uma cena cada vez mais comum no futebol brasileiro é a paralisação do jogo para atendimento médico ao goleiro. Como as partidas só podem ser retomadas após a saída da equipe médica do campo, muitos goleiros têm recorrido a essa estratégia para esfriar o duelo e ganhar tempo.

Segundo o árbitro Flávio Rodrigues de Souza, esta foi a conduta do goleiro Léo Jardim no duelo contra o Internacional, fora de casa no Beira-Rio. Por isso, o dono da meta vascaína levou o segundo amarelo e acabou indo mais cedo para o chuveiro. Com o Vasco à frente do placar, Léo Jardim levou o primeiro amarelo aos 22 minutos da etapa final e foi expulso cerca de 20 minutos depois por retardar o jogo, de acordo com a arbitragem.

O goleiro do Vasco recebeu atendimento médico duas vezes na partida do Beira-Rio e chegou a seis paralisações de jogo por esse motivo no Campeonato Brasileiro. No total, Léo Jardim soma 11 minutos e 28 segundos de jogo parado.

O líder da estatística é Rafael, do São Paulo, com oito atendimentos na competição. O arqueiro tricolor já tem mais de 14 minutos de atendimento médico nesta edição. É o líder com folga.

Ao todo, 26 goleiros diferentes já solicitaram atendimento em campo neste Brasileirão, com um total de 2 horas 39 minutos e 18 segundos de jogo parado. Veja quem soma mais minutos de atendimentos até aqui:

Goleiros com mais tempo de jogo parado para atendimento médico no Brasileirão 2025

Goleiro

Time

Atendimentos

Tempo de jogo parado

Rafael

São Paulo

8

0:14:01

Léo Jardim

Vasco

6

0:11:28

Walter

Mirassol

6

0:11:19

João Ricardo

Fortaleza

7

0:11:06

Fernando Miguel

Ceará

7

0:11:02

Marcos Felipe

Bahia

5

0:08:57

Everson

Atlético-MG

5

0:08:32

Caíque França

Sport

5

0:08:05

Tiago Volpi

Grêmio

5

0:07:58

Gustavo

Juventude

4

0:07:38

Cássio

Cruzeiro

4

0:06:52

Alex Muralha

Mirassol

4

0:06:35

Rochet

Internacional

3

0:06:01

Ronaldo

Bahia

3

0:05:48

John

Botafogo

3

0:05:24

Weverton

Palmeiras

2

0:05:06

Cleiton

Bragantino

2

0:04:13

Anthoni

Internacional

2

0:03:33

Lucas Arcanjo

Vitória

2

0:02:49

Gabriel Brazão

Santos

2

0:02:43

Gabriel

Sport

2

0:02:36

Gabriel Grando

Grêmio

1

0:01:57

Bruno Ferreira

Ceará

1

0:01:48

Lucão

Bragantino

1

0:01:39

Fábio

Fluminense

1

0:01:17

Magrão

Fortaleza

1

0:00:51

O Gato Mestre* não faz juízo de valor sobre cada paralisação de jogo para atendimento médico para um goleiro. A estatística contabiliza apenas o número de vezes que uma partida é interrompida assim como o tempo total de cada atendimento. Não há uma avaliação se a parada foi para retardar o jogo ou para tratar uma lesão efetiva do goleiro. A equipe contabiliza todos os casos em que a equipe médica entra em campo para prestar o atendimento.

Das 92 paralisações para atendimento médico no Brasileirão de 2025, 84 foram registradas quando o time do goleiro estava empatando ou vencendo a partida (91% das interrupções). Veja abaixo:

  • 49 atendimentos com o time empatando (53%)

  • 35 atendimentos com o time vencendo (38%)

  • 8 atendimentos com o time perdendo (9%)

Para PC Oliveira, comentarista de arbitragem da Globo, não houve um erro técnico do árbitro Flávio Rodrigues de Souza no lance da expulsão de Léo Jardim, e sim rigor. PC destacou como o comportamento do jogador vascaíno influencia na decisão e induz o árbitro a entender que não houve lesão, mas sim uma tentativa de retardar o jogo.

- A gente pode falar que ele foi rigoroso, que ele foi corajoso, todos os adjetivos que o Diniz usou. Mas não pode falar que ele errou. A questão é critério. Porque no primeiro tempo, Rochet também simulou e não tomou o cartão. Não é uma situação que só é feita pelo Léo Jardim no Vasco. O ideal era que todo mundo agisse como o Flávio. A gente pode falar de rigor, mas não dá para dizer que ele errou. A questão é se o critério vai ser adotado em outros jogos. O árbitro não é médico, mas também não é trouxa - explicou o analista, referindo-se à declaração do técnico vascaíno Fernando Diniz, que disse, em coletiva após a partida, que "o árbitro não é médico" e não poderia, por isso, avaliar que Léo Jardim estaria fazendo cera.

PC Oliveira não vê erro em expulsão de Léo Jardim: "O árbitro não é médico, mas também não é trouxa" 

*Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Roberto Maleson, Roberto Teixeira, Rodrigo Breves e Valmir Storti. pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.

Fonte: ge