Campeão da Libertadores pelo Vasco, Zada é gerente de futebol do Volta Redonda
Neste sábado (14), o Volta Redonda vai a São Januário enfrentar o Vasco, pelas quartas de final do Campeonato Carioca. A equipe comandada pelo técnico Rodrigo Santana busca a classificação para as semifinais após terminar a fase de grupos na terceira colocação do grupo B, com 11 pontos em seis partidas e apenas uma derrota no torneio. O Voltaço teve a melhor campanha entre os clubes pequenos e ficou à frente de Botafogo e Flamengo na tabela geral.
O clube do Vale tem sido presença constante nas fases finais do Campeonato Carioca. Nos últimos seis anos, o Volta Redonda ficou fora das fases de mata-mata apenas em 2022 e 2024. Nesse período, a campanha de destaque foi no ano de 2023, quando chegou nas semifinais com 20 pontos conquistados e acumulando vitórias sobre Vasco e Fluminense no decorrer da competição. O atacante Lelê, destaque da equipe do Vale do Aço na ocasião, foi o vice-artilheiro da Cariocão com 13 gols e, posteriormente, se transferiu ao Fluminense.
Os resultados, os melhores da história do clube, não são por acaso. O Volta Redonda completa dez anos sob a mesma diretriz executiva, apostando em continuidade e trabalho de scout. Fora da capital, o clube estabeleceu uma identidade dentro de campo e construiu um modelo de negócio pautado em governança e responsabilidade financeira. É o que disse Leonardo Dinelli, o Zada, gerente de futebol do Volta Redonda, e que fez parte do elenco do Vasco campeão da Libertadores em 1998. Zada também atuou pelo Fluminense no início do século XXI.
— Mesmo estando fora da capital, o Volta Redonda desenvolveu uma filosofia muito própria: ser grande onde estamos. Essa convicção consolidou o clube como referência no Sul Fluminense, aproximando comunidade, torcedores, patrocinadores e fortalecendo o Estádio Estádio Raulino de Oliveira como um dos alicerces do projeto — falou Zada, em entrevista exclusiva ao ge.
— O clube estruturou um modelo de gestão profissional, baseado em estabilidade executiva, decisões sustentadas por indicadores e uma filosofia clara de desenvolvimento. Ao longo dos últimos 10 anos, a permanência da mesma liderança executiva no futebol possibilitou a implementação de um projeto sem rupturas, garantindo evolução contínua em todas as áreas — completou.
De fato, o trabalho deu frutos. Em 2025, o Volta Redonda disputou a Série B, alcançando o melhor desempenho esportivo da história do clube. A última vez que um clube pequeno do Rio de Janeiro chegou na segunda divisão nacional foi em 2015, quando o Macaé terminou em 17º no torneio. A equipe da Cidade do Aço acabou rebaixada novamente para a Série C, terminando o campeonato na penúltima posição, com 36 pontos.
O destaque da equipe é o atacante Ygor Catatau, que retornou ao futebol após cumprir suspensão por envolvimento com apostas esportivas. Catatau é a esperança de gols do Volta Redonda, que almeja chegar na final do Campeonato Carioca, algo que não acontece desde 2005, quando a equipe perdeu para o Fluminense na grande final.
A bola rola às 21h30 (Brasília), em São Januário, para definir quem avança para as semifinais do Campeonato Carioca.
Fonte: ge


